quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

  em ordem,
ordeno-te:
ordenha-me,
ordinário!
— KM.
Eu afaguei o teu medo e te cuidei
como quem não quisesse nada.
Eu te enfiei embaixo de minh'asa
para tu esconderes e ficares seguro.
Mas eu suguei tua alma perdida em emoções
e te trouxe pra realidade de quem não sabe amar
e nunca soube.
Eu te usei da maneira mais suja e recíproca 
que valeu por todas as outras vezes.
— KM.
Tua pureza, tamanha ingenuidade.
Tanto recato, realeza!
‘Mas isso devido à sua idade’
~eles diziam, o olhar sem brilho e nem luz.
Se conseguissem enxergá-la
do fundo dos olhos até a alma,
Saberiam, de certa forma, apreciá-la
e eu me deitaria com calma
na nudez de seus lençóis bagunçados

~na bagunça de seus lençóis nus.

— KM.